26 de agosto de 2008

Fisioterapia prolonga a independência de idosos com Alzheimer e retarda progressão da doença


Embora em sua fase inicial a doença traga apenas perdas cognitivas e de linguagem, a fisioterapia deveria ser iniciada logo após o diagnóstico. Tratamento traz benefícios aos idosos ao aumentar seu equilíbrio e força muscular

Pacientes com Alzheimer deveriam fazer fisioterapia desde o início do diagnóstico. A recomendação é da fisioterapeuta Eliane Mayumi Kato. Embora na fase leve a doença atinja apenas a parte cognitiva e comportamental do doente, a fisioterapia pode colaborar com a diminuição do avanço da doença. "Os exercícios podem minimizar quedas, danos motores e prolongar a independência dos pacientes", diz Eliane.

Em pesquisa defendida recentemente na Faculdade de Medicina (FM) da USP, Eliane mostrou que a fisioterapia é importante para diminuir a progressão da doença. "Por meio de exercícios, a prática pode manter o paciente na mesma fase pelo maior tempo possível", explica. O treino das atividades do dia-a-dia, como subir a escada ou escovar os dentes, ajuda a melhorar o equilíbrio, diminuindo a dependência dos idosos. O fortalecimento muscular também ajuda na prevenção de quedas.

Os fisioterapeutas também são importantes para orientar os cuidadores a fazer as adaptações necessárias na casa do paciente, como a instalação de barras de apoio no box do banheiro, a retirada de tapetes e uso de iluminação adequada para facilitar sua locomoção e diminuir os riscos de quedas. "Os idosos já possuem, normalmente, alterações de equilíbrio, mas naqueles que têm a doença de Alzheimer elas são ainda maiores" diz a fisioterapeuta.

Na fase mais avançada da doença, quando o paciente passa a maior parte do tempo restrito ao leito, a fisioterapia é importante tanto para orientar os cuidadores sobre como transferir corretamente os doentes na cama quanto para minimizar as complicações da síndrome do imobilismo. Entre as possíveis conseqüências desse problema estão o encurtamento dos músculos e a perda da força muscular, o surgimento de úlceras por pressão (escaras), trombose, prisão de ventre e pneumonia, entre outros.

"A parte física costuma ficar esquecida no tratamento dessa doença", lembra Eliane, que recomenda atenção a atividades como a fisioterapia ou a terapia ocupacional, à atividade física orientada e à nutrição adequada. Ela também ressalta a importância de um trabalho dirigido aos médicos, para que eles também orientem adequadamente os pacientes e seus cuidadores.

Quedas e equilíbrio
A pesquisa analisou 48 idosos com Alzheimer (25 na fase leve e 23 na moderada) e 40 idosos saudáveis. Além de um questionário, respondido pelo familiar, sobre quedas e atividades cotidianas, foram feitos testes de equilíbrio que simularam movimentos do dia-a-dia, como apoiar os pés no degrau, por exemplo. Em relação ao equilíbrio, os pacientes com Alzheimer na fase leve não apresentaram resultados muito diferentes dos saudáveis. Os que estavam num estágio mais avançado da doença tiveram uma maior perda de estabilidade. A capacidade de execução de tarefas diárias foi diminuindo com a progressão da doença.

O estudo comparou o número de quedas de idosos saudáveis com o de pacientes com Alzheimer: enquanto 45% dos primeiros sofreram pelo menos uma queda no ano anterior, nos com a doença o número foi de 50%. "Quedas em idosos são sempre um problema grave. Elas podem causar hematomas e fraturas, levando até a cirurgias e hospitalização. Além disso, a instabilidade e o medo de novas quedas pode aumentar a dependência, o que ainda é mais grave nos idosos com Alzheimer - já propensos a isso", explica a pesquisadora. Além disso, existe a possibilidade de evoluírem para uma depressão, por ficarem mais restritos.

Os idosos com diagnóstico de Alzheimer na fase leve apresentaram mais quedas que os na fase moderada. "Isso acontece porque eles ainda se expõem mais. Os que estão num estágio mais avançado da doença já andam sempre acompanhados e normalmente não se lembram de terem caído quando estavam sozinhos". Também é importante evitar o uso excessivo de remédios para alterações do comportamento e agressividade, comuns nesta doença. Esses medicamentos podem facilitar as quedas, aumentando o desequilíbrio e provocando grande sonolência - o que deixa o idoso menos ativo, diminui sua força muscular e traz maior dependência.

Fonte: http://www.usp.br/

6 de agosto de 2008

20 Maneiras de conservar a saúde

"A única maneira de conservar a saúde é comer o que não quer, beber o que
não gosta e fazer o que preferiria não fazer'.

Em muitos casos a frase de Mark Twain soa
verdadeira.

No entanto, as universidades de Harvard e
Cambridge
publicaram recentemente um compêndio com 20
conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de
vida de forma prática e habitual:

- um copo de suco de laranja diariamente para
aumentar o ferro e repor a vitamina C.

- salpicar canela no café (mantém baixo o
colesterol e estáveis os níveis de açúcar no
sangue).

- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão
integral
que tem quase 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais
zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão
branco.

- Mastigar os vegetais por mais tempo. Isto
aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo.
Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais,
melhor efeito preventivo
têm.

- Adoptar a regra dos 80%: servir-se menos 20% da
comida que ia ingerir evita transtornos
gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o
risco
de diabetes e ataques de coração.

- O futuro está na laranja, que reduz em 30% o
risco de câncer de pulmão.
- Fazer refeições coloridas como o arco-íris.
Comer uma variedade de vermelho, laranja,
amarelo,
verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria
uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e
minerais.

- Comer pizza. Mas escolha as de massa fininha.
O Licopene, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o
crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando
os tomates
estão em molhos para massas ou para pizza.

- Limpar sua escova de dentes e trocá-la
regularmente. As escovas podem espalhar gripes
e
resfriados e outros germes. Assim, é
recomendado
lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes
à
semana (aproveite o banho no chuveiro),
sobretudo
após doenças quando devem ser mantidas separadas
de outras escovas.
- Realizar actividades que estimulem a mente e
fortaleçam sua memória... Faça alguns testes ou
quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um
idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro
e
memorize parágrafos.

-usar fio dental e não mastigar chicletes.
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como
resultado
que as pessoas que mastigam chicletes têm mais
possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois
tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que
pode
preceder a um ataque do coração. Usar fio
dental
pode acrescentar seis anos a sua idade biológica
porque remove as bactérias que atacam aos dentes
e
o corpo.

- Rir. Uma boa gargalhada é um 'mini-workout',
um
pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas
equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o
estreasse e acorda células naturais de defesa e
os
anticorpos.

- não descascar com antecipação. Os vegetais ou
frutas, sempre frescos, devem ser cortados e
descascados na hora em que forem consumidos.
Isso
aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer.

- Ligar para seus parentes/pais de vez em
quando.
Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard
concluiu que 91% das pessoas que não mantém um
laço afectivo com seus entes queridos, particularmente
com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo
ou
doenças cardíacas em idade temporã.

- Desfrutar de uma xícara de chá. O chá comum
contém menos níveis de antioxidantes que o chá
verde, e beber só uma xícara diária desta
infusão
diminui o risco de doenças coronárias.
Cientistas
israelenses também concluíram que beber chá
aumenta a sobre vida depois de ataques ao coração.

- ter um animal de estimação. As pessoas que
não
têm animais domésticos sofrem mais de estreasse e
visitam o médico regularmente, dizem os
cientistas
da Cambridge University. Os mascotes fazem você
sentir se optimista, relaxado e isso baixa a
pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um
peixinho dourados pode causar um bom resultado.

- Colocar tomate ou verdura frescas no
sanduíche.
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de
doença coronária em 30%, segundo cientistas da
Harvard Medical School.

- Reorganizar a geladeira. As verduras em
qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias
nutritivas, porque a luz artificial do
equipamento
destrói os flavonóides que combatem o câncer que
todo vegetal tem. Por isso é melhor usar á área
reservada a ela, aquela caixa bem em baixo.

- Comer como um passarinho. A semente de
girassol
e as sementes de sésamo nas saladas e cereais
são
nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre
as refeições reduz o risco de diabetes.

- E, por último, um mix de pequenas dicas para
alongar a vida: comer chocolate. Duas barras
por
semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte
de ferro, magnésio e potássio.

- Pensar positivamente. Pessoas optimistas podem
viver até 12 anos mais que os pessimistas, que
ademais pegam gripes e resfriados mais
facilmente.

- Ser sociável. Pessoas com fortes laços
sociais
ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que
as
pessoas solitárias ou que só têm contacto com a
família.

- conhecer a si mesmo. Os verdadeiros crentes e
aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm
35% de probabilidade de viver mais tempo.

Não parece tão sacrificante, não é verdade?
Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente
tornam-se hábitos...
É exactamente o que diz uma certa frase de
Sêneca:

'Escolha a melhor forma de viver e o costume a
tornará agradável!'

'Viver é ser cada qual em sua essência'

20 de julho de 2008

Actividade Mental Modifica o Cérebro


Durante muitos anos acreditou-se que, a partir de certa idade, o número de neurónios não se renovava. Porém, as últimas investigações da neurociência demonstram que o cérebro pode-se regenerar mediante o seu uso e potenciação. A chave chama-se: “Neuroplasticidade”, que significa moldar a mente, o cérebro, através da actividade.

Em Março de 2000, investigadores da Universidade de Londres descobriram que os taxistas dessa cidade tinham uma parte do cérebro, o Hipocampo, região importante para a memória espacial, mais desenvolvida que a maioria das pessoas.

Em 2002 cientistas alemães descobriram o mesmo desenvolvimento na Circunvolução de Heschl dos músicos, área do córtex cerebral, importante para processar a música.

Em 2004 o Instituto de Neurologia de Londres obteve os mesmos resultados, na circunvolução angular esquerda, estrutura cerebral importante para a linguagem, no cérebro das pessoas bilingues.

Estas experiências permitem as seguintes conclusões: os seres humanos podem renovar os neurónios ao longo da vida. O esforço para criar neurónios novos pode aumentar mediante o esforço mental.
Os efeitos são específicos. De acordo com a natureza da actividade mental, os novos neurónios multiplicam-se com especial intensidade nas zonas do cérebro que mais usamos. Isto denomina-se “neuroplasticidade”, isto é, a actividade mental pode moldar a mente, e demonstra a importância de manter actividade mental intensa, ao longo do envelhecimento.

O exercício físico protege a saúde cardiovascular. O exercício cognitivo protege a saúde cerebral e é factor de protecção contra demência e senilidade.
O estudo da neuroplasticidade demonstra que os cérebros das pessoas mais idosas não degeneram, mas têm uma evolução particular, de acordo com a actividade realizada, o que torna essas pessoas “sábias” quando chega a velhice.
À medida que envelhecemos, dá-se, de modo natural, uma deterioração maior no hemisfério direito do que no esquerdo, já que este é o encarregado de colocar em marcha tarefas já aprendidas e consolidadas. Para aprender algo novo necessitamos mais do hemisfério direito, mas quando alcançamos certo nível de perícia, essas actividades passam a ser controladas pelo esquerdo.
Porém, a estimulação cognitiva, que obriga a utilizar o hemisfério direito, é um ingrediente no estilo de vida que ajuda a evitar a deterioração do cérebro.
A corrente científica dominante suporta a afirmação de que a vida mental intensa desempenha um papel essencial no bem-estar cognitivo, nas etapas avançadas da vida.
Daí a conveniência de incluir o exercício cognitivo regular no nosso estilo de vida.

Fonte: Elkhonon Goldberg, Neurologista da Universidade de Nova York, Director do Instituto de Neuropsicología e Funcionamento Cognitivo.

1 de julho de 2008

Segurança e Medicina do Trabalho

As condições de trabalho nunca foram levadas em conta, até meados do século XX, sendo importante a produtividade, mesmo que tal implicasse riscos de doença ou mesmo à morte dos trabalhadores. Apenas a partir da década de 50 a 60, surgem as primeiras tentativas sérias de integrar os trabalhadores em actividades devidamente adequadas às suas capacidades.

Actualmente em Portugal existe legislação que permite uma protecção eficaz de quem integra actividades industriais, ou outras, devendo a sua aplicação ser entendida como o melhor meio de beneficiar simultaneamente as Empresas e os Trabalhadores na salvaguarda dos aspectos relacionados com as condições ambientais e de segurança de cada posto de trabalho.

O Lar São Mateus, está assegurado com os serviços da Clínica São Marcos a qual dispõe de Unidade Móvel para realizar Exames e Consultas de Medicina do Trabalho no próprio local de laboração.
O serviço é realizado com todos os nossos funcionários, nomeadamente através da realização de exames médicos, nos termos e condições previstos na legislação aplicável.


Dra. Viviane Gonçalves Gondim Silva
Directora Técnica

22 de junho de 2008

Especialistas de saúde querem século XXI como o dos direitos dos idosos



"O Tempo da Vida" foi discutido na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Foram seis horas de palmas e expressões de consternação sobre "Como se envelhece em Portugal". O debate andou entre a dependência na velhice, o isolamento, a reforma, os cuidados de saúde e o vislumbre de um envelhecimento com qualidade.

João Lobo Antunes e António Barreto presidiram à sessão. Médicos, políticos, psicólogos, economistas e um auditório cheio, de várias faixas etárias, estiveram de acordo de que é preciso fomentar medidas para melhorar a qualidade da velhice, num país em que metade da população idosa vive na pobreza.

Muitos temas foram abordados, as respostas nem sempre foram animadoras. Uma das lições: no século XXI é preciso descobrir os direitos dos idosos.

Do Alto-Comissariado da Saúde, Maria do Céu Machado defendeu a criação de um boletim de saúde do idoso (ao modelo do boletim de saúde infantil) com o historial do doente, no sentido de uma humanização de cuidados. E foi mais longe: sugeriu mesmo a existência de uma loja do cidadão para a pessoa idosa, um centro onde se fizessem representar várias especialidades para responder a todo o tipo de patologias.

Uma das visões optimistas do debate veio da Fundação Aga Khan, a finalizar um estudo sobre as necessidades dos portugueses com mais de 55 anos.
"Pretendemos começar a desenvolver as boas práticas que existem no estrangeiro e criar projectos na área da geriatria em Portugal", explicou Rita Barão, da Aga Khan.

Portugal encontra-se em 10° lugar no ranking do envelhecimento mundial. Em primeiro lugar está o Japão.Estima-se que em 2050 um em cada 3 portugueses tenha mais de 65 anos. Os idosos do futuro serão "mais instruídos e mais informados", o que poderá significar "uma maior exigência em serviços cada vez mais alargados".

20 de junho de 2008

Passeio ao Cabo Espichel