26 de maio de 2008

Exercita a gentileza e a gratidão para com todas as pessoas, especialmente os idosos.

Nesse período difícil, as forças diminuem, órgãos debilitam-se, as lembranças apagam-se e a dependência física,emocional e afectiva faz-se imperiosa.

Pode parecer cansativa a presença do idoso; ele, porém, é rico em experiências, mas é carente de atenção e carinho que nós podemos lhes oferecer.

21 de maio de 2008

Benefícios da Actividade Física no Processo do Envelhecimento

Existem cada vez mais evidências científicas apontando o efeito benéfico de um estilo de vida ativo na manutenção da capacidade funcional e da autonomia física durante o processo de envelhecimento.

Existem importantes benefícios do treinamento de força muscular no adulto e na terceira idade:

Melhora da velocidade de andar.
Melhora do equilíbrio.
Aumento do nível de atividade física espontânea.
Melhora da auto-eficácia.
Contribuição na manutenção e/ou aumento da densidade óssea.
Ajuda no controle do Diabetes, artrite, Doença cardíaca.
Melhora da ingestão alimentar.
Diminuição da depressão.

Uma das principais causas de acidentes e de incapacidade na terceira idade é a queda que geralmente acontece por anormalidades do equilíbrio, fraqueza muscular, desordens visuais, anormalidades do passo, doença cardiovascular, alteração cognitiva e consumo de alguns medicamentos.

O exercício contribui na prevenção das quedas através de diferentes mecanismos:
1- Fortalece os músculos das pernas e costas.
2- Melhora os reflexos.
3- Melhora a sinergia motora das reações posturais.
4- Melhora a velocidade de andar.
5- Incrementa a flexibilidade.
6- Mantém o peso corporal.
7- Melhora a mobilidade.
8- Diminui o risco de doença cardiovascular.
Segundo dados científicos a participação em um programa de exercício leva à redução de 25% nos casos de doenças cardiovasculares, 10% nos casos de acidente vascular cerebral, doença respiratória crônica e distúrbios mentais. Talvez o mais importante seja o fato que reduz de 30% para 10% o número de indivíduos incapazes de cuidar de si mesmos, além de desempenhar papel fundamental para facilitar a adaptação a aposentadoria.

Fonte:Texto transcrito do artigo - VIDA ATIVA PARA O NOVO MILÊNIO - do Dr. VICTOR MATSUDO - Revista Oxidologia set/out: 18-24, 1999 - Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul - Programa Agita São Paulo.

Lares de Terceira Idade em Portugal





Despacho Normativo n.o 12/98




Norma I




Definição

Para efeitos do presente diploma, considera-se lar para idosos o
estabelecimento em que sejam desenvolvidas actividades de apoio social
a pessoas idosas através do alojamento colectivo, de utilização
temporária ou permanente, fornecimento de alimentação, cuidados de
saúde, higiene e conforto, fomentando o convívio e propiciando a
animação social e a ocupação dos tempos livres.
Objectivos dos lares
São objectivos específicos dos lares para idosos:
a) Proporcionar serviços permanentes e adequados à problemática
biopsicossocial das pessoas idosas;
b) Contribuir para a estabilização ou retardamento do processo de
envelhecimento;
c) Criar condições que permitam preservar e incentivar a relação
interfamiliar;
d) Potenciar a integração social.
O funcionamento do lar deve fomentar:
a) A convivência social, através do relacionamento entre os idosos e
destes com os familiares e amigos, com o pessoal do lar e com a
própria comunidade, de acordo com os seus interesses;
b) A participação dos familiares, ou pessoa responsável pelo internamento,
no apoio ao idoso, sempre que possível e desde que este apoio
contribua para um maior bem-estar e equilíbrio psico-afectivo do
residente.
O lar deve ainda permitir a assistência religiosa, sempre que o
idoso a solicite, ou, na incapacidade deste, a pedido dos seus familiares.

9 de maio de 2008

Qualidade de Vida na Terceira Idade

A qualidade de vida na Terceira Idade pode ser definida como a manutenção da saúde, em seu maior nível possível, em todos aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual (Organização Mundial de Saúde,1991).

Do ponto de vista físico, o fator mais importante na manutenção da saúde é o cuidado com a alimentação – existe até um ditado popular que versa sobre o assunto: somos o que comemos... Uma alimentação saudável implica em suprir o organismo com todos os nutrientes de que ele necessita para o seu bom funcionamento e para a conservação de um peso estável, fatores importantes na prevenção de várias doenças.

Visitas regulares ao médico são fundamentais para prevenir, diagnosticar e tratar possíveis doenças que possam diminuir a qualidade de vida.
A prática regular de atividades aeróbicas e exercícios, sempre de acordo com as limitações físicas e com orientação especializada, contribui para a conservação da saúde.
A atividade sexual, outro fator importante na manutenção da saúde, deve ser mantida, pois o idoso não perde a sua função sexual. A depressão, uma das principais doenças mentais na população idosa, é de difícil reconhecimento e diagnóstico, uma vez que a sociedade, de um modo geral, a encara como um fato normal à velhice. Preconceito. As causas da depressão ainda são desconhecidas, mas acredita-se que vários fatores – biológicos, psicológicos e sociais – atuando de forma concomitante, desencadeiem a doença. O acompanhamento psicoterápico como complemento ao tratamento medicamentoso, propicia a recuperação da qualidade de vida do idoso.

A preparação para as grandes mudanças na vida decorrentes da aposentadoria e da perda de amigos e familiares é de suma importância para a saúde psicológica, assim como um contato familiar constante e a preservação e manutenção da autonomia, independência e dignidade do idoso.

Saber usufruir de todos os momentos de lazer, a interação social e o desenvolvimento de hobbies e interesses diversos colaboram para que a mente mantenha-se ativa e saudável.

É importante que o idoso seja respeitado como ser humano que é, com todas as limitações inerentes a sua idade!

Se já não possui a vitalidade da juventude, por outro lado tem o conhecimento adquirido através das experiências ao longo de toda uma vida. A partilha desses conhecimentos com as novas gerações proporciona ao idoso a possibilidade de manter-se integrado à sociedade.

Esta integração é de suma importância para o idoso, uma vez que um de seus maiores prazeres consiste em relatar fatos acontecidos em sua vida e perceber que as pessoas que o cercam dão-lhe a atenção devida.

Qualidade de vida é, portanto, a soma de todos esses fatores acima citados, mas, principalmente, a preservação do prazer em todos os seus aspectos...

O prazer de ter um corpo saudável e a aceitação de seus limites, o prazer de interagir em sociedade, o prazer da satisfação dos desejos na medida do possível e aceitável, o prazer de compartilhar e de aprender...
Porque viver implica em manter-se num processo de aprendizagem eterno...
Como dizia a minha avó: "Quando eu morrer, não terei aprendido nem metade do que eu gostaria de saber..."

Texto de Dra. Olga Inês Tessari Psicóloga – Psicoterapeuta – Pesquisadora

8 de maio de 2008

REABILITAR :




A REABILITAÇÃO é um processo global e dinâmico orientado para a recuperação física e psicológica.

A reabilitação física pretende tratar ou atenuar as incapacidades causadas por doenças crónicas, sequelas neurológicas ou lesões derivadas da gestação e do parto, acidentes de trânsito e de trabalho.
O que é a reabilitação?
É um processo global e dinâmico orientado para a recuperação física e psicológica da pessoa portadora de deficiência, tendo em vista a sua reintegração social.
Está associada a um conceito mais amplo de saúde, incorporando o bem-estar físico, psíquico e social a que todos os indivíduos têm direito.
Qual a abrangência da reabilitação?
Para uma plena realização, as acções de reabilitação devem abranger campos complementares, como a saúde, a educação, a formação, o emprego, a segurança social, o controlo ambiental, o lazer, entre outros.
Como surgiu a reabilitação?
A reabilitação teve grande impulso e desenvolvimento no século XX, sobretudo no período posterior às grandes catástrofes mundiais, como foram as guerras. Foram, então, imputados aos governos os custos económicos, familiares e sociais decorrentes das lesões e sequelas dos seus cidadãos e exigidas medidas de reparação e integração.
Em que situações é necessária a reabilitação?
Doenças crónicas – Nas sociedades modernas, a melhoria das condições de vida, os avanços médico-cirúrgicos e a promoção e a generalização dos cuidados de saúde levaram ao aumento da longevidade e, como tal, ao progressivo crescimento do número de idosos. Paradoxalmente, ampliou-se, a par do aumento da esperança de vida, o número de doenças crónicas, frequentemente incapacitantes.
Sequelas neurológicas ou lesões derivadas da gestação e do parto – Os progressos na protecção materna e infantil permitem, hoje em dia, por seu turno, salvar crianças que sobrevivem com graves sequelas neurológicas ou outras lesões.
Acidentes de trânsito e de trabalho – A evolução tecnológica e as alterações nos estilos de vida têm levado ao surgimento de um elevado número de deficientes, vítimas de acidentes de trânsito, de trabalho e de doenças cardiovasculares, em idades cada vez mais jovens e produtivas.

Quais são os profissionais responsáveis pela reabilitação?
Para ser bem sucedida, a reabilitação deve envolver uma equipa multidisciplinar, composta por:
Fisiatras;
Enfermeiros;
Fisioterapeutas;
Terapeutas ocupacionais;
Terapeutas da fala;
Secretárias clínicas;
Auxiliares de acção médica;
Assistentes sociais;
Psicólogos.
Constituindo um trabalho integrado de diferentes profissionais, estes devem estabelecer uma estratégia com objectivos comuns e desenvolver acções convergentes e sinérgicas. Interessa por isso à maioria das áreas médicas, particularmente quando estão em causa situações potencialmente incapacitantes.
Procura contribuir, de modo científico, para a reabilitação/recuperação do indivíduo afectado funcionalmente por uma doença ou traumatismo.
O que são centros de reabilitação?
São estruturas vocacionadas para a resolução de casos mais graves, mas com potencial de recuperação e reabilitação, implicando a necessidade de tempos de intervenção mais prolongados (regime de internamento) e a intervenção de uma equipa de reabilitação multidisciplinar.
Como se processo a reabilitação?
Diagnóstico e definição das diferentes patologias, deficiências e incapacidades existentes;
Definição do prognóstico e avaliação do potencial de reabilitação;
Planeamento e prescrição do tratamento;
Coadjuvação e apoio das diferentes acções médico-cirúrgicas;
Prevenção do descondicionamento físico e psicológico, bem como todas as sequelas decorrentes do imobilismo e isolamento dos doentes internados;
Facilitação e estímulo dos processos de recuperação e regeneração natural;
Estímulo, maximização e compensação das capacidades residuais;
Promoção da integração socioprofissional

7 de maio de 2008


Tenha sempre presente, que a pele enruga-se, que o cabelo torna-se branco, que os dias convertem-se em anos, mas o mais importante não muda.
Tua força interior e tuas convicções não têm idade.
Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada trunfo, há outro desafio.
Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo.
Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amareladas.
Continua, apesar de todos esperarem que abandones.
Não deixes que se enferruje o ferro que há em você.
Faz com que em lugar de pena, te respeitem.
Quando pelos anos não consigas correr, trota. Quando não possas trotar, caminha.
Quando não possas caminhar, usa bengala.
Mas nunca te detenhas.

Madre Tereza de Calcutá