15 de abril de 2009

INCONTINÊNCIA

A incontinência é a incapacidade de reter a urina. Não é uma doença, mas pode ser sintoma de uma enfermidade que deve ser identificada e tratada.
A incontinência não é provocada pela velhice, mas sim por uma doença subjacente ou por um medicamento que está a tomar.

Há dois tipos de incontinência:

Incontinência aguda: transitória, pode ser secundária a uma doença (especialmente se a doença se acompanha de confusão mental e febre alta) e dever-se ao facto da pessoa estar acamada ou resultar de uma infecção urinária. Este tipo de incontinência desaparece quando a causa subjacente é tratada.

Incontinência crónica: persistente e que pode assumir quatro formas:

Incontinência de esforço - perda de pequenas quantidades de urina com a tosse, o riso, o espirro ou durante o exercício. É mais frequente nas mulheres e deve-se à pressão exercida sobre a bexiga);
Incontinência-urgência - consiste na perda de grandes quantidades de urina e resulta da incapacidade de evitar a contracção da bexiga;
Incontinência por excesso - resulta da pressão exercida sobre uma bexiga demasiado cheia (por exemplo, devido a uma próstata aumentada);
Incontinência funcional - resulta de um atraso na chegada a tempo à casa de banho, devido a problemas de mobilidade, inconveniente localização ou má adequação das instalações sanitárias.
Nos homens, informe-se também sobre o cancro da próstata ou cancro na glândula prostática.

O TRATAMENTO da incontinência persistente, depende da situação que a provocou. Pode consistir em medicação, cuidados dietéticos, utilização de sondas que recolhem a urina para um saco colector ou intervenção cirúrgica.

O trabalho de Reabilitação, também é de grande importância nestes casos, já que a intervenção da Fisioterapia Uroginecológica consiste em um tratamento conservador que actua nas disfunções urogenitais. A eficácia da Fisioterapia nesta área tem muitas evidências práticas e científicas comprovadas de bons resultados. Uma avaliação inicial é necessária para a programação do tratamento a ser realizado.

Os recursos Fisioterapêuticos que podem ser utilizados são:

A CINESIOTERAPIA – tratamento através de exercícios para aumento de força e elasticidade muscular. Esta técnica contribui para melhora da percepção corporal, ajuste postural e melhora do padrão respiratório. Exercícios de Kegel.
ELETROESTIMULAÇÃO – através de correntes eléctricas, são realizadas contracções repetidas dos músculos do períneo. A intensidade é ajustada individualmente e os estímulos são delicados e totalmente tolerados pelas pacientes.
BIOFEEDBACK - são aparelhos utilizados na reeducação da contracção do esfíncter muscular, esse equipamento traduz através de uma resposta visual à paciente a contracção muscular realizada. Esta técnica contribui para melhora da percepção corporal e também é utilizada para o fortalecimento dos músculos perineais. Todos materiais são de uso individual ou descartáveis.

Pode adquirir roupas interiores especiais e pensos que absorvam a urina (não são mais grossos que os pensos normais).
Mas, antes, siga os seguintes conselhos:
Nunca deixe a bexiga encher-se completamente e esvazie bem a bexiga cada vez que vai à casa de banho.
Mantenha horários fixos para ir à casa de banho (a incontinência funcional pode ser melhorada desta forma).
Procure a ajuda de um médico, qualquer que seja o caso.

31 de março de 2009

CURSO:PREVENÇÃO DE RISCOS NA ACÇÃO DIRECTA A IDOSOS




Acção de Formação Contínua/ Actualização
Ao Abrigo da Lei nº 7/ 2009 de 12 de Fevereiro


Entidade Promotora: LAR SÃO MATEUS,Lda
A formação dirigiu-se aos Funcionários da Instituição

Entidade Formadora: Empresa SINAPSEFORMAIS, Lda
Entidade formadora Acreditada pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho

Início: Fevereiro 2009
Término: Março 2009

MÓDULOS:
*Noções Básicas de Primeiros Socorros;
*Trabalho em Equipa;
*Ajudas Técnicas a Idosos Dependentes e Semi-Dependentes


O direito à formação tem como objecto a formação contínua dos colaboradores da empresa, visando a qualificação do trabalho numa óptica de melhoria dos processos e desempenhos,favorecendo o aumento da produção e a competitividade da mesma.
Para isso é fundamental que o objecto da formação tenha correspondência com a actividade prestada pela empresa e com as funções concretas dos trabalhadores, sem prejuízo da ampliação das competências transversais.
Com esta formação pretendia-se que os formandos adquirissem competências básicas do âmbito da prevenção de riscos no trabalho com os idosos.

Viviane Gonçalves Gondim Silva
Directora Técnica

20 de março de 2009

20 de Março: início da PRIMAVERA


Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar...

Florbela Espanca

12 de março de 2009

Dia Mundial Do Rim


A Federação Internacional das Sociedades Nefrológicas e a Sociedade Internacional de Nefrologia proclamaram a segunda quinta-feira do mês de Março "Dia Mundial do Rim", com o objectivo de alertar para o grave problema de saúde pública que a doença renal crónica constitui em todo o mundo.

Trata-se de uma campanha global que visa salientar a importância dos rins e reduzir a frequência e o impacto das doenças renais e dos problemas a elas associados no mundo inteiro.
As comemorações de 2009, que se estendem por mais de cem países em todos os continentes, realçam a importância da hipertensão como um dos principais sintomas e causas da doença renal crónica. Pretendem ainda chamar a atenção para o facto de as doenças renais serem comuns, perigosas e passíveis de tratamento.
Todos os anos milhões de pessoas morrem prematuramente de insuficiência renal, ataques cardíacos e enfarte do miocárdio associados à doença renal crónica.
Mesmo sentindo-se bem deve-se consultar o médico anualmente, para que com dois simples testes de sangue e urina, se fique a saber se existe alguma anomalia.
O tratamento é sempre possível.

20 de fevereiro de 2009

CARNAVAL/ ENTRUDO


O Carnaval é um período de festas.

Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.
O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX.

As juntas de freguesia e as escolas e jardins-de-infância do município, organizam, anualmente, os Desfiles de Carnaval numa manifestação de criatividade e alegria nas ruas das várias freguesias do concelho.
São os foliões que participam, através do dinamismo criado nas salas de aula das várias instituições educativas intervenientes no projecto, contribuem para o êxito e animação destas grandes festas no nosso Concelho do Seixal.

10 de fevereiro de 2009

ALZHEIMER - Revolução na forma de tratamento permite maior controlo dos cuidadores

A doença foi identificada pela primeira vez a 4 de Novembro de 1906, mas 102 anos depois ainda não tem cura. Um sistema transdérmico permite agora ao doente receber diariamente a medicação através da pele, transformando a forma como se lida com a doença de Alzheimer (DA).

Uma das grandes dificuldades de quem cuida de um doente de Alzheimer é garantir que a medicação é tomada correctamente. Este problema pode ter chegado ao fim com a disponibilização do primeiro e único sistema transdérmico (em linguagem comum, um “adesivo”) para o tratamento da doença de Alzheimer. Colocado uma vez por dia nas costas, tórax ou parte superior do braço permite ao cuidador certificar-se que o doente está a receber a medicação. O sistema transdérmico pode ser usado enquanto o doente pratica as suas actividades normais, nomeadamente quando toma banho, pratica exercício físico, até mesmo natação.

“Fazer com que os doentes de Alzheimer, que perdem gradualmente a memória e não se lembram que estão doentes, tomem medicamentos por via oral é um tarefa árdua para profissionais de saúde e cuidadores que lidam com a doença diariamente. Este sistema transdérmico permite-nos ver se o doente está a receber o tratamento”, Horácio Firmino, Psiquiatra nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Para além disso, minimiza os problemas gastrointestinais e permite manter o doente com uma dose óptima de medicação, uma vez que a substância activa é libertada gradualmente no organismo, conclui.

As náuseas e vómitos, efeitos adversos comuns nas várias medicações administradas por via oral, fazem com que os doentes as rejeitem. Ao permitir uma libertação gradual da substância activa directamente na corrente sanguínea, este sistema transdérmico minimiza os efeitos secundários.

A substância activa presente no sistema transdérmico – a rivastigmina – já existia antes, sendo uma das mais usadas para o tratamento da doença de Alzheimer.


Sobre a Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma doença degenerativa das células cerebrais, os neurónios, de carácter progressivo e de causa desconhecida para a qual não existe cura. Quanto mais precoce for o diagnóstico melhor para o doente e seus familiares. A DA é a principal causa de demência e caracteriza-se pela progressiva perda de memória e das funções cognitivas.

O principal factor de risco para o desenvolvimento da doença é a idade – a incidência da Doença de Alzheimer duplica a cada cinco anos após os 60 anos. Os sintomas podem afectar as pessoas de diferentes formas, mas geralmente têm início com a perda de memória. Os doentes conseguem lembrar-se, por exemplo, de uma situação que passaram na sua adolescência, mas esquecem-se do que comeram ao pequeno almoço.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que existam cerca de 18 milhões de pessoas com Alzheimer em todo o mundo. Este número aumenta para o dobro, segundo as estimativas, até 2025 para 34 milhões, principalmente devido ao envelhecimento da população. Em Portugal, segundo dados da Associação Alzheimer Europe, o número de pessoas com demência, rondará os 129 mil doentes. Considerado o peso de 50% da DA nas demências no seu todo, estaríamos a considerar a existência de cerca de 64 mil pessoas. O Plano Nacional de Saúde estima que em 2010 tenhamos cerca de 70 mil pessoas com Alzheimer em Portugal.