30 de novembro de 2008

Malnutrição no idoso

As alterações metabólicas e fisiológicas associadas ao processo de envelhecimento tornam os idosos mais susceptíveis às deficiências nutricionais. Segundo a OMS a malnutrição protéico-energética é um problema grave nesta faixa etária que tende a ingerir uma menor quantidade de alimentos, correndo o risco de desenvolver anorexia do envelhecimento.

"Quando envelhecemos modificamos muito dos nossos hábitos .Um desses hábitos que se perde muitas vezes é o de tomarmos refeições quentes e elaboradas. Se perdemos hábitos de preparar as refeições ou se nos preocuparmos pouco com o seu conteúdo, também o nosso organismo ao envelhecer se altera comprometendo a eficácia do que se come.
Os movimentos intestinais são mais lentos, o esvaziamento gástrico e intestinal atrasa-se, assim os alimentos podem ficar mais tempo no estômago e frequentemente surge a "prisão de ventre".O suco gástrico é menos ácido, os fermentos digestivos mais escassos, a absorção de algumas vitaminas é menos fácil.
A malnutrição é por estas razões fácil de ocorrer no envelhecimento."
Prof. Gorjão Clara (Responsável pela Unidade Geriátrica da Cadeira de MedicinaII da Faculdade de ciências Médicas da U.N.L. e Membro da European Union Geriatric Medicine Society)

A pensar nisto, o Lar São Mateus, reúne esforços no sentido de minorar a expressão da malnutrição e suas complicações nesta faixa etária. Através da orientação aos funcionários neste âmbito, oferecemos uma alimentação bem cuidada com hidratação rigorosa, para que nossos utentes estejam sempre saudáveis.

CLIMATIZAÇÃO

Condições de Temperatura

Os locais de trabalho, bem como as instalações comuns, devem oferecer boas condições de temperatura, de modo a proporcionar bem-estar e defender a saúde dos trabalhadores.A Temperatura dos locais de trabalho deve, na medida do possível, oscilar entre 18ºC e 22ºC, salvo em determinadas condições climatéricas, em que poderá atingir os 25ºC. (DL 243/86 de 20-8)
Quando existente e em funcionamento, o sistema de Climatização deve ser regulado no sentido de estabilizar atemperatura média do ambiente a cerca de 22ºC, admitindo-se uma variação negativa ou positiva de 3ºC, devendo o equipamento manter-se em bom estado de higiene e de conservação.(DL 20/2008 de 27-11)




15 de novembro de 2008

Instantes

Se eu tivesse que começar a vida novamente, gostaria de errar mais vezes.

De relaxar, de ser mais flexível.

Teria mais simplicidade

Poucas coisas faria com seriedade.Correria mais riscos, viajaria mais.

Subiria as montanhas e nadaria em rios.Tomaria mais sorvetes e comeria menos feijão.Talvez agora estivesse com mais problemas.Porém, teria menos ilusões.

Como vê, sou uma dessas pessoas que vivem com sensatez e juízo, hora após hora, dia após dia.Oh! Já tive meus instantes e se os tivesse de novo eu os multiplicaria. De fato, eu tentaria não ter nada além deles. Só os momentos, um após outro, em vez de viver tantos anos sempre à frente dos dias.

Fui uma dessas pessoas que nunca foi a nenhum lugar sem um termômetro, uma garrafa de água quente, uma capa de chuva e um pára-quedas. Se eu pudesse fazer tudo de novo, viajaria com mais descontração.

Se eu tivesse que começar a vida de novo, ficaria descalça bem cedo na primavera e permaneceria assim até o fim do outono. Iria mais vezes aos bailes e freqüentaria mais os parques de diversão.

Escolheria o que fosse mais gratificante...

Nadine Stair, 85 anos de idade.

Louisville, Kentucky

13 de outubro de 2008

Do blogue para o papel aos 92 anos

João Silva tem 92 anos e é o mais velho bloguer português. As histórias que deixa na Internet desde 2005 saltaram para as páginas do livro "Rocha Chenaider", onde conta as memórias de uma vida a resistir ao fascismo, à prisão política, ao patronato e... à infoexclusão.

João Silva pode orgulhar-se, aos 92 anos, de dizer que teve uma vida rica. Trabalhou como operador de câmara no cinema português, fez documentários em África, foi repórter fotográfico da CGTP e pelo meio de tudo isto ainda resistiu ao fascismo.

Um dia quis deixar as memórias guardadas e em vez do papel escolheu a Internet para contar as histórias de vida num blogue. Nascia assim, em 2005, o Rocha Chenaider que está agora editado num livro com o mesmo nome.

O nome pode parecer estranho, mas não é mais do que uma continuação das histórias do que ouvia do pai, que um dia conduziu um camião da marca Rocha Chenaider, que envolvia em todas as memórias que contava aos mais pequenos.

O livro, agora editado com o apoio da CGTP, foi lançado no Centro Cultural de Belém e contou com a presença, entre outros, do secretário-geral da central sindical, Carvalho da Silva, ds amigos, da família e do neto, Martim Silva, editor de sociedade do Expresso, que esteve ao lado de João Silva na apresentação do livro

Visite o blog: http://blogdarochet-schneider.blogspot.com

10 de outubro de 2008



A população mundial de idosos aumenta surpreendentemente, fenômeno explicado pelas descobertas científicas de um modo geral, o que melhorou a qualidade e expectativa de vida da população.

É um processo universal e está inter-relacionado aos aspectos biológicos, psicológicos e sociais.

É individual e difere entre as pessoas no que diz respeito à forma de envelhecer, a velocidade e a vivência, pois as alterações físicas e fisiológicas geram mudanças a nível intelectual provocando uma resposta psicológica que é influenciada também pelo meio social em que vive ou envelhece.

A vida é um constante processo de modificações e a cada fase de seu desenvolvimento ocorrem transformações múltiplas acompanhadas de seus próprios desafios.

A saúde é o principal motivo de diminuição de bem-estar neste grupo etário, mas também a solidão e a falta de condições económicas ou de estudos condicionam a qualidade de vida dos nossos seniores.

"Apenas 34,1% dos portugueses com idade igual ou superior a 65 anos consideram o seu estado de saúde actual positivo e apenas 28,7% apresentam níveis de bem--estar psicológico elevados", conclui o estudo Bem Estar 65, conduzido pela empresa KeyPoint, a pedido do Instituto de Formação e Inovação na Saúde (Forpoint), o "maior estudo sobre qualidade de vida e bem-estar psicológico realizado em Portugal" e divulgado hoje.



De acordo com a Organização Mundial de Saúde

"O importante é não apenas acrescentar anos à vida, mas sim, acrescentar vida aos anos".

8 de outubro de 2008

Artrose - aprenda um pouco sobre essa doença e saiba como lidar com ela


Neste Artigo:

- O que é artrose?
- Quais são as causas?
- Quais são os sintomas?
- Como tratar?

"A artrose é a mais comum das doenças reumáticas, acomete tanto homens como mulheres e aumenta sua incidência com a idade. Vários fatores então envolvidos no seu aparecimento e seu principal sintoma é a dor nas articulações. O tratamento da artrose inclui várias medidas que melhoram a qualidade de vida, como exercícios físicos, repouso, controle do peso e medicamentos para controle da dor."

O que é artrose?

A artrose, também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. Ocorre tanto em homens como em mulheres, sendo a mais comum das doenças reumáticas. Mais de 70% das pessoas, acima de 70 anos, tem evidência radiográfica desta doença, mas apenas parte destas desenvolvem sintomas.

Na artrose ocorre o desgaste progressivo da cartilagem das "juntas" (articulações) e uma alteração óssea, os chamados "bicos de papagaio". Fatores hereditários e fatores mecânicos podem estar envolvidos no seu aparecimento.

Quais são as causas?

A artrose atualmente é considerada como tendo uma causa multifatorial, envolvendo fatores genéticos, mecânicos e metabólicos.

A artrose pode ser divida em primária (sem causa conhecida) ou secundária (com causa conhecida). A primária pode afetar as juntas dos dedos, mãos, bacia, joelhos e coluna, e ocorre mais freqüentemente em idosos. A artrose secundária pode afetar qualquer articulação como seqüela de uma lesão articular de causas variadas, como traumatismos, defeitos das articulações, hipotireoidismo, diabetes, etc, e pode ocorrer em qualquer idade.

A participação da hereditariedade é importante, principalmente em certas apresentações clínicas, como os nódulos dos dedos das mãos, chamados de nódulos de Heberden (na junta da ponta dos dedos) ou Bouchard (na junta do meio dos dedos).

Além dos fatores genéticos, outros fatores são considerados de risco para a artrose, como a obesidade e certos tipos de atividades repetitivas e com sobrecarga de articulações.

Quais são os sintomas?

No início a artrose pode não apresentar sintomas, sendo vista somente através de radiografias. A dor é o principal sintoma, que no início ocorre apenas com a movimentação da articulação afetada e melhora com o repouso, mas que progride para uma dor profunda até mesmo em repouso. Muitas vezes a dor é acompanhada de uma rigidez ao levantar-se pela manhã ou após longo período sentado. Pode ocorrer também diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos.

Como tratar?

Por se tratar de uma doença crônica, o seu tratamento deve ser iniciado tão precocemente quanto possível e de forma individualizada. O objetivo principal do tratamento é o alívio da dor, proporcionando melhora na qualidade de vida, através da manutenção ou recuperação da capacidade do indivíduo em realizar suas atividades habituais.

As formas de tratamento da artrose são: medicamentos e terapias não-medicamentosas, sendo que nestas formas estão incluídas as medidas fisioterápicas, ocupacionais e orientações psicológicas e nutricionais. Os tratamentos buscam controlar a dor, manter ou ganhar força muscular e mobilidade articular, prevenir e minimizar os efeitos da doença, no que se refere aos movimentos ou às possíveis deformidades articulares. Tenta-se, dessa forma, diminuir a evolução das lesões nas articulações.

O tratamento medicamentoso para a dor pode ser feito com o uso de analgésicos simples, como o acetaminofeno e nos casos sem resposta satisfatória pode-se usar antiinflamatório. Deve-se evitar o uso de antiinflamatórios em idosos com doença renal e com risco aumentado de sangramento digestivo.

Injeções de substâncias dentro das articulações (esteróides) também podem controlar os sintomas articulares, mas apenas por breve período de tempo. Outros medicamentos então sendo estudados para melhorar o curso dessa doença.

Fonte: UOL SAÚDE.